Governo Lula Anuncia Pacote de R$2,7B para Reforma Agrária e Aliança com MST
Governo Lula anuncia pacote de R$ 2,7 bi para reforma agrária, busca aproximação com MST. Desapropriações em SP, BA e Pará. Críticas da oposição
Novo Pacote de Medidas para Reforma Agrária Anunciado pelo Governo Lula
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou o ano eleitoral com o anúncio de um pacote de medidas para a reforma agrária no valor de R$ 2,7 bilhões. Essa iniciativa representa um sinal de reaproximação com o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), historicamente aliado ao petismo e criticado pela frente do agronegócio no Congresso.
O plano inclui a desapropriação de terras em estados como São Paulo, Bahia, Pará, Pernambuco, Sergipe e Maranhão.
Desapropriações e Novos Assentamentos
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira (PT), justificou os novos assentamentos como uma solução para “conflitos antigos e históricos” no país. A lista das terras desapropriadas, que teve acesso o GLOBO, inclui a Fazenda Nova Alegria, em Felisburgo (MG), local marcado por um episódio de violência em 2004, com o assassinato à queima-roupa de cinco trabalhadores do MST e ferimentos em outras 12 pessoas, além do incêndio de 27 casas e da escola do acampamento. Outro marco é a conclusão do processo de assentamento da Fazenda Santa Lúcia, em Pau D’arco (PA), onde um massacre em 2017 resultou em dez mortos.
Apoio do MST e Estratégia Política
O governo busca consolidar a aproximação com o MST, que lançará 18 candidaturas ao Legislativo neste ano, incluindo 12 nomes para cadeiras estaduais e seis para deputados federais. Atualmente, o MST ocupa três cadeiras no Congresso. O petista também defendeu o engajamento dos integrantes do movimento nas eleições deste ano.
O governo espera que a reforma agrária promova a paz no campo, apesar da expectativa de reação da oposição.
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Mudanças no Conselhão
O atual secretário-executivo do Conselhão, Olavo Noleto, substitui a ministra Gleisi Hoffmann, das Relações Institucionais, que deixará o cargo em abril para disputar o Senado. Noleto já trabalhou na SRI nos outros mandatos de Lula e Dilma, buscando fortalecer a articulação política do governo.
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Redação
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