Ibovespa Dispara à Média Alta, Mercados Globais em Alta e Brasil Brilhante!
Ibovespa dispara! Mercados globais em alta com avanços na Europa e China. Nvidia e IA impulsionam recuperação! 🚀
Mercados Globais em Tom Positivo, Apesar da Volatilidade
Os mercados financeiros iniciam a sessão com uma postura otimista, impulsionada por um cenário de recordes na Europa e na Ásia, além de avanços nos futuros de Nova York. O alívio no setor de tecnologia, antecipando o balanço da Nvidia, aliado à manutenção da tarifa americana em 10% confirmada pela Alfândega e Proteção das Fronteiras dos Estados Unidos (CBP), e o avanço das negociações com o Irã, embora com a persistência da volatilidade, contribuem para o clima positivo.
A agenda macro é relativamente leve, com o foco no Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha e na inflação da Zona do Euro, sem grandes surpresas. A intervenção dos dirigentes do Federal Reserve (Fed) ajudou a moderar os temores em torno da inteligência artificial (IA).
Avanços Corporativos e Retomada de Cripto
No âmbito corporativo, destacam-se acordos significativos, como o acordo de US$ 100 bilhões entre AMD e Meta para chips de IA, o corte de preços do Ozempic e Wegovy pela Novo Nordisk, e a recuperação das criptomoedas. O petróleo acumula alta no ano, impulsionado por tensões no Oriente Médio, embora a probabilidade de um fechamento do Estreito de Hormuz permaneça baixa.
Na China, as bolsas avançam com um dólar mais fraco, sustentando commodities, consumo pós-feriado robusto e sinais de estímulo imobiliário, apesar da dependência das exportações.
Brasil Fortalecido e Debate Fiscal Persistente
No Brasil, a continuidade do fluxo estrangeiro fortaleceu os ativos locais, com o Índice Ibovespa atingindo um novo recorde de 191.490 pontos. O dólar voltou a operar abaixo de R$ 5,15, consolidando a quarta queda consecutiva. O mercado acompanha de perto a divulgação de resultados corporativos, além do resultado do governo central, após a arrecadação federal de janeiro atingir o maior valor da série histórica para o mês.
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A expansão da receita demonstra eficiência arrecadatória, mas o debate estrutural sobre o crescimento do gasto público, que continua em ritmo superior, mantém a questão fiscal central. Em Brasília, está prevista a votação do acordo entre Mercosul e União Europeia, após a aprovação do Projeto de Lei Antifacção e do Regime Especial de Tributação para Serviços de Datacenter (Redata), criando incentivos fiscais ao setor, considerado estruturalmente positivo para o país neste momento.
Reação Política e Perspectivas Eleitorais
No campo político, a repercussão da nova pesquisa AtlasIntel, que mostrou Flávio Bolsonaro numericamente empatado com Lula (46,3% a 46,2%), inverteu uma desvantagem de 12 pontos observada em dezembro. Trata-se de uma das maiores absorções de votos por transferência já registradas em disputas presidenciais, com o próprio Haddad demonstrando surpresa em evento recente.
Esse cenário reflete uma forte rejeição ao governo atual e indica que o eleitorado é sensível a alternativas menos alinhadas ao tom mais radicalizado da campanha governista. As medidas assistenciais adotadas até agora não produziram o impacto político esperado.
A pesquisa tem potencial de influenciar as expectativas do mercado, aumentando a probabilidade de um cenário eleitoral mais competitivo e, potencialmente, de um governo com agenda reformista a partir de 2027, quando um ajuste fiscal tende a se impor como necessidade.
Naturalmente, a eleição ainda está distante e o cenário pode mudar, mas o desempenho recente do candidato oposicionista surpreende. Caso consiga atravessar os próximos meses, especialmente após abril, mantendo competitividade e administrando sua própria rejeição, sua posição tende a se consolidar.
Ceticismo em Relação à IA e Novas Tendências
O mercado demonstra um certo ceticismo em relação à aposta concentrada na inteligência artificial (IA), buscando empresas mais “tangíveis”. Relatórios alarmistas, como o da Citrini Research, elevaram a volatilidade e pressionaram ações de companhias sensíveis ao consumo e serviços financeiros.
No entanto, o setor continua dinâmico, com novas atualizações e integrações de ferramentas de IA. Jamie Dimon, CEO do JPMorgan, alertou para um nível elevado de complacência nos mercados e riscos crescentes no crédito privado, traçando paralelos com o período pré-2008.
A indústria de tecnologia enfrenta uma possível “crise de memória”, impulsionada pela expansão da IA, que tem levado a um aumento na demanda por chips, com fabricantes como Samsung, SK Hynix e Micron não conseguindo atender plenamente data centers e eletrônicos de consumo.
Alinhamento Geopolítico e Novos Polos de Poder
No início deste ano, Emirados Árabes Unidos, União Europeia e Rússia protagonizaram movimentos estratégicos com a Índia como eixo central. Os Emirados firmaram uma parceria de defesa e um contrato de energia de US$ 3 bilhões em uma visita breve, porém significativa.
A União Europeia concluiu o maior acordo comercial de sua história com os indianos. Já a Rússia recebeu o presidente emiradense logo após mediações conduzidas pelos próprios Emirados entre Moscou e Washington. Ainda que não tenha havido coordenação explícita entre esses atores, o encadeamento dos fatos revela uma convergência clara de diagnóstico geopolítico.
Em um ambiente marcado por incertezas quanto à confiabilidade dos Estados Unidos e pela fragmentação das hierarquias regionais tradicionais, diferentes potências passaram, de maneira independente, a direcionar esforços para fortalecer laços com a Índia, consolidando o país como um polo estratégico cada vez mais central na reorganização da ordem internacional.
Resultados da Gerdau e Perspectivas para o Setor
A Gerdau (GGBR4) entregou resultados em linha com as expectativas, com o América do Norte como principal destaque positivo. A região registrou crescimento de 13,9% no volume, avanço de 15,4% na receita e EBITDA de R$ 1,8 bilhão — alta expressiva de 125% — com margem robusta de 21,1%, sustentada por tarifas já vigentes, demanda resiliente e disciplina no controle de custos.
No entanto, as ações sofreram no pregão de ontem, refletindo a leitura mais cautelosa do mercado em relação às demais geografias. No Brasil, por exemplo, o cenário permaneceu pressionado.
Autor(a):
Redação
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