Ibovespa em Queda: Analista Revela Correção Natural e Próximos Passos!
Ibovespa Cai 2% e Analista Aponta Correção! 📉 Matheus Spiess da Empiricus Research alerta para a normalização do mercado após alta. Acompanhe a análise sobre a temporada de resultados do 4T25 e o impacto do Banco Central. #Ibovespa #MercadoFinanceiro
Ibovespa Sofre Queda e Analista Aponta Correção Natural
O Ibovespa encerrou a quarta-feira (4) com uma queda de cerca de 2%, refletindo uma correção natural após um período de forte valorização. Até a manhã da quinta-feira (5), o índice apresentou uma recuperação parcial, atingindo um aumento de 0,6%.
Segundo Matheus Spiess, analista da Empiricus Research, que participou do programa Giro do Mercado do Money Times, essa queda pode ser vista como um momento de normalização do mercado. “A gente vem de um processo de alta muito importante. E aí vem a fadiga da alta, do movimento em si. É natural que isso aconteça, até saudável”, explicou Spiess.
Fatores que Influenciam o Mercado
O analista ressaltou que a volatilidade do mercado é influenciada por diversos fatores, incluindo a “fadiga de alta” e “vetores de volatilidade”. Ele enfatizou a importância de entender esses fatores para tomar decisões de investimento mais informadas. “Isso dá normalidade ao movimento como um todo, torna a tendência de médio prazo mais fidedigna, mais crível, para podar excessos”, completou Spiess.
Temporada de Resultados e Impacto no Mercado
Um dos principais catalisadores para a volatilidade do mercado é a temporada de resultados do 4º trimestre de 2025 (4T25), que começou nesta primeira semana de fevereiro. O setor financeiro, com nomes como Santander (SANB11), Itaú (ITUB4) e Bradesco (BBDC3), está na vanguarda dessa temporada.
Spiess destacou que os números do setor financeiro têm um “caráter sistêmico” para o país, influenciando não apenas o índice, mas também as expectativas em relação à economia brasileira, ao crédito e à inadimplência. “Não só pelo peso do setor no interior do índice, mas também para as sinalizações que dá em relação à economia brasileira, ao crédito, à inadimplência.
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Ganhamos contornos muito mais profundos sobre a atividade brasileira do que em resultados de outros segmentos”, afirmou.
Pressões Orçamentárias e o Cenário Fiscal
Além da temporada de resultados, o mercado também está atento às atividades do Congresso Nacional. A aprovação de medidas fiscalistas de cunho populista, como apontou Spiess, aumenta os gastos para o ano, agravando o problema estrutural orçamentário do país. “Muito dinheiro está sendo gasto em um país que já está com o orçamento estressado.
Temos um encontro marcado inadiável com o ajuste fiscal em 2027, independentemente de quem ganhar a eleição”, disse o analista.
Nomeação de Guilherme Melo para o Banco Central
O Ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sinalizou a nomeação de Guilherme Mello para a diretoria de política econômica do Banco Central. Spiess observou que essa indicação foi vista com receios pelo mercado, devido à visão de Mello como alguém da academia, mais ligado às alas heterodoxas das ciências econômicas. “É uma indicação que foi vista com maus olhos pelo mercado”, afirmou.
Perspectivas para o Ibovespa
Apesar da volatilidade, o analista Matheus Spiess acredita que há elementos para uma retomada do viés de alta do Ibovespa. Ele destaca a continuidade do fluxo estrangeiro, que deve se “espraiar” entre outros nomes da bolsa brasileira, em vez de se concentrar em poucos grandes players. “Quando os gringos entram [na bolsa], eles vão nos nomes de maior liquidez, no que está no ETF.
Vemos ‘pesos pesados’ do índice subindo bastante, e nomes de menor relevância em market cap [valor de mercado] andando de menos. Mas o processo que deve começar com o corte de juros, que é o espraiamento dos recursos dos gringos para small caps, deve dar sobrevida ao movimento.”
Conclusão: Ciclo de Correções e Perspectivas
Apesar da eleição que deve gerar volatilidade adicional, Spiess acredita que o primeiro trimestre oferece uma janela de continuidade do ciclo de cortes de juros. Ele prevê episódios de correção, mas sem prejuízo à tendência geral do mercado. “Claro que no caminho temos uma eleição que deve gerar volatilidade adicional.
Mas pelo menos, temos uma janela no primeiro trimestre de continuidade desse ciclo. No meio do caminho, teremos episódios de correção, mas sem prejuízo ao ciclo ou à tendência geral”, concluiu o analista.
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