Oriente Médio afeta investimentos: Onde alocar seu capital em 2026?

Tensão no Oriente Médio abala bolsas globais! Saiba como investir com Donald Trump e o petróleo em alta. Descubra setores resilientes em 2026.

07/04/2026 12:06

3 min de leitura

(Imagem de reprodução da internet).

Volatilidade Global: Como Investir em Meio à Tensão no Oriente Médio

O desempenho das bolsas de valores globais nas últimas semanas tem sido fortemente influenciado pelo conflito no Oriente Médio. Os mercados demonstram reações quase imediatas a qualquer sinal de acalmamento ou escalada dos confrontos. Diante das declarações de Donald Trump e das retóricas tensas de países envolvidos, surge o questionamento sobre a melhor forma de posicionar a parcela internacional da carteira de investimentos.

O Impacto do Petróleo e a Diversificação Setorial

A disparada do preço do petróleo beneficia, naturalmente, o setor de energia, mas o destaque não se restringe a ele. Um ponto crucial monitorado é o Estreito de Ormuz, rota vital para cerca de 20% da produção mundial de hidrocarbonetos. A ameaça de fechamento do estreito elevou o petróleo, chegando próximo aos US$ 120 por barril no início do mês.

Análise dos Preços e Setores Resilientes

Os tipos WTI e Brent encerraram março em torno de US$ 100, representando uma valorização significativa de 65% desde o início de 2026. Segundo Enzo Pacheco, analista da Empiricus, era esperado que o setor energético brilhasse no primeiro trimestre.

Contudo, outros setores mais defensivos, como Utilities, Materiais Básicos e Bens de Consumo, também apresentaram bom desempenho.

Fatores de Risco e Mudança de Perspectiva

Essa resiliência em outros setores deve-se às preocupações globais sobre o poder de compra. Por outro lado, as teses ligadas ao crescimento econômico ou à expectativa de cortes de juros tiveram um desempenho negativo. Setores como Consumo Discricionário, Tecnologia e Financeiro ficaram nas últimas posições do trimestre.

Leia também:

A Política Monetária e o Cenário de Juros Americanos

A perspectiva da política monetária nos Estados Unidos piorou com os eventos de março. A decisão do Federal Reserve de manter a taxa de juros entre 3,5% e 3,75% era esperada, mas a divergência de um membro do FOMC sinalizou menor disposição do Banco Central americano em realizar cortes futuros.

Projeções de Juros e Commodities

Essa percepção foi reforçada pela incerteza no Oriente Médio e o impacto nos preços das commodities. A curva de juros americana, que antes apontava para dois ou três cortes até o fim do ano, agora sugere manutenção das taxas atuais até, pelo menos, meados de 2027.

Reajuste da Carteira Internacional de Investimentos

Neste cenário complexo, o analista atualizou a recomendação de portfólio. Foram retirados os ativos da Amazon, Alibaba e Novo Nordisk. A saída da Alibaba ocorreu devido à ausência de catalisadores convincentes para os investidores, mesmo após bons resultados no segmento de nuvem.

Justificativas para as Saídas e Entradas

Quanto à Amazon, Pacheco sugere que outras teses entre as grandes empresas de tecnologia estão mais atrativas, especialmente a capacidade da companhia de comprometer fluxos de caixa no curto prazo para aumentá-los depois. A Novo Nordisk, por sua vez, enfrenta concorrência crescente e eficácia de medicamentos abaixo do esperado desde 2026.

Em substituição, foram incluídas Netflix, Nvidia e SLB. As novas adições visam aproveitar preços importantes em gigantes de tecnologia e expor a carteira ao setor de Energia. A Netflix, por exemplo, teve uma queda acentuada desde o final de 2025, e os resultados podem ser um gatilho positivo.

Destaques em Tecnologia e Energia

A Nvidia entra no portfólio devido à expectativa de reportar receitas superiores a US$ 1 trilhão entre 2025 e 2027, posicionando-a no centro da infraestrutura de IA. Já a alocação em SLB é fundamentada na manutenção do preço do petróleo acima do início do ano e na possível resolução dos conflitos, beneficiando a maior fornecedora global de serviços de *upstream*.

Conclusão: Estratégia em Meio à Incerteza Macroeconômica

A análise sugere que, em um ambiente de alta volatilidade geopolítica e incerteza sobre a política monetária, a estratégia deve focar em setores defensivos e empresas com fundamentos sólidos em áreas de crescimento estrutural, como a tecnologia avançada e a energia.

Autor(a):

Responsável pela produção, revisão e publicação de matérias jornalísticas no portal, com foco em qualidade editorial, veracidade das informações e atualizações em tempo real.