Trump intensifica crise no Oriente Médio e impacta mercados globais em 2026

Donald Trump intensifica ultimato ao Irã, pressiona petróleo e inflação global! 🚨 Análise do Fed e PIBs em foco. Descubra mais!

20/02/2026 10:31

6 min de leitura

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Análise Econômica e Geopolítica em 2026

A semana se inicia com a expectativa de que o deflator do americano, principal indicador de acompanhamento pelo Federal Reserve, permaneça ligeiramente abaixo de 3% tanto no índice cheio quanto no núcleo. As atas recentes do Fed revelaram divergências quanto à trajetória futura da inflação e, consequentemente, da política monetária, mas é importante ressaltar que as pressões inflacionárias correntes já são consideradas nas decisões do banco central.

O mercado também está atento à divulgação do Produto Interno Bruto (PIB) do quarto trimestre, o que pode reforçar uma postura mais cautelosa em relação a cortes de juros, especialmente após um relatório de emprego mais forte.

Cenário Geopolítico e Mercados Globais

No cenário geopolítico, o ambiente se tornou mais sensível, com o presidente Donald Trump elevando o tom ao estabelecer um ultimato ao Irã, intensificando as tensões no Oriente Médio e impulsionando o petróleo ao maior nível em seis meses. Essa situação reacende preocupações inflacionárias e pressiona as bolsas globais.

Paralelamente, o mercado japonês tem sido sustentado por fluxos estrangeiros consistentes após a vitória de Sanae Takaichi, enquanto o restante da Ásia exibe um quadro misto.

Cenário Econômico Brasileiro

No Brasil, a agenda da semana se concentra em dados de emprego, em um momento em que o número acima do esperado elevou a probabilidade de um corte mais parcimonioso de juros – possivelmente de apenas 25 pontos-base – na reunião do mês que vem. O investidor estrangeiro continua mostrando apetite por ativos emergentes, em linha com a rotação global de recursos que temos observado desde o ano passado.

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Mesmo após a valorização recente, ainda parece haver espaço para a continuidade do movimento.

Impactos e Riscos

É importante ter em mente que o “fluxo” com “tranquilidade” é uma relação delicada. Uma parcela relevante dos recursos que entram no país tem perfil mais tático e especulativo, podendo sair com a mesma velocidade com que entrou – especialmente à medida que a volatilidade ligada às eleições começa a ganhar corpo.

Contexto Internacional

Nos Estados Unidos, a breve sequência de alta nas bolsas foi interrompida por uma combinação de fatores de risco: o caiu 0,5%, o recuou 0,3% e o perdeu 0,3%, enquanto o petróleo WTI avançou 1,9%, a US$ 66,43, após o presidente Donald Trump sinalizar que pode decidir sobre uma eventual ação contra o Irã nos próximos dias.

Ao mesmo tempo, a Blue Owl Capital suspendeu resgates em um fundo de crédito privado, provocando queda de cerca de 10% em suas ações e pressionando o setor financeiro, reacendendo temores sobre riscos no mercado de US$ 1,8 trilhão de crédito privado.

Decisões da Suprema Corte e Tarifas

O mercado acompanhou com elevada expectativa a possibilidade de uma decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos sobre o uso da Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional (IEEPA) pelo presidente Trump para fundamentar parte relevante de sua política tarifária.

Embora, nas últimas semanas, temas tenham dividido as atenções, a decisão pode ser divulgada a qualquer momento e carrega potencial significativo de impacto sobre os mercados. Isso porque estão em jogo tarifas que respondem por aproximadamente US$ 130 bilhões em arrecadação.

Ainda assim, apesar da retórica protecionista e da intensidade do debate político, o déficit comercial norteamericano mostrou pouca alteração: totalizou US$ 901,5 bilhões em 2025, praticamente em linha com os US$ 903,5 bilhões registrados em 2024.

Parceria Estratégica Nvidia e Meta

A parceria estratégica plurianual entre Nvidia e Meta reforça, de maneira bastante clara, o compromisso das duas companhias com a expansão estrutural da inteligência artificial. A Meta sinaliza que sua ambição em IA será sustentada por uma infraestrutura de altíssimo desempenho, com a implantação de milhões de GPUs das famílias Blackwell e Rubin, além de CPUs e soluções avançadas de rede da Nvidia.

Na prática, é um movimento que aumenta a visibilidade de demanda para a Nvidia ao longo de várias gerações de produtos e, ao mesmo tempo, consolida a Meta como um dos principais polos globais de investimento em capacidade computacional – inclusive com aplicações tangíveis, como o uso de recursos de computação confidencial no WhatsApp para viabilizar funcionalidades de IA com mais privacidade.

Instabilidade Política e Eleições

Nesta semana, o Peru voltou a mergulhar em instabilidade política com a destituição do presidente interino José Jerí após apenas quatro meses no cargo, elevando para oito o número de líderes que passaram pela presidência desde 2016. José María Balcázar assume, agora, de forma interina até as eleições de abril, que devem indicar o próximo rumo do país.

Como venho comentando com vocês há algum tempo, esse episódio é um bom lembrete de que, no quadro mais amplo dos mercados emergentes, 2026 tende a ser um ano eleitoralmente decisivo para emergentes – e capaz de influenciar políticas econômicas relevantes.

No Brasil, voltamos a um ambiente de polarização semelhante ao de 2022, em que lulismo e bolsonarismo disputam espaço sobretudo pela rejeição; na Colômbia, cresce a possibilidade de uma inflexão do pêndulo político em direção à direita, como já vimos em outros países da América do Sul; e, na Hungria, uma vitória da oposição poderia reaproximar o país da União Europeia e favorecer os ativos locais, enquanto a permanência de Viktor Orbán tende a manter a pressão e o ruído.

No próprio Peru, o cenário-base aponta para um candidato de centro-direita, em linha com a tendência regional, ainda que com restrições relevantes à agenda de reformas; já na África do Sul, eleições locais devem testar a coesão do governo de unidade, com risco de aumento de tensões políticas nos próximos meses.

Parceria Estratégica Nvidia e Meta (Continuação)

A parceria estratégica plurianual entre Nvidia e Meta reforça, de maneira bastante clara, o compromisso das duas companhias com a expansão estrutural da inteligência artificial. A Meta sinaliza que sua ambição em IA será sustentada por uma infraestrutura de altíssimo desempenho, com a implantação de milhões de GPUs das famílias Blackwell e Rubin, além de CPUs e soluções avançadas de rede da Nvidia.

Na prática, é um movimento que aumenta a visibilidade de demanda para a Nvidia ao longo de várias gerações de produtos e, ao mesmo tempo, consolida a Meta como um dos principais polos globais de investimento em capacidade computacional – inclusive com aplicações tangíveis, como o uso de recursos de computação confidencial no WhatsApp para viabilizar funcionalidades de IA com mais privacidade.

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