Selic e Inflação: O que esperar dos investimentos após o Copom? Veja a análise!
Selic e investimentos: o ciclo de cortes pode mudar! Ruy Hungria alerta sobre juros e sugere estratégia para proteger seu capital em 2026. Saiba mais!
Impacto das Mudanças na Selic e Perspectivas de Investimento
O ciclo de cortes da taxa Selic, esperado pelo mercado, teve início na última reunião do Copom, em 18 de março. Contudo, o rumo final desse ciclo pode divergir das expectativas iniciais. Até meados de fevereiro, a maioria do mercado projetava uma taxa Selic terminal de 12% ao ano para 2026.
Deterioração das Expectativas Inflacionárias
Com a crescente pressão inflacionária vinda da guerra no Oriente Médio, as projeções foram ajustadas para baixo. Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, apontou em relatório de 1º de abril que o número projetado subiu de 12% para um intervalo entre 13,5% e 13,75%, com potencial de aumento dependendo da extensão do conflito.
Repercussões do Aumento da Incerteza de Juros
Historicamente, um pior cenário para as perspectivas de juros tende a gerar apreensão entre os investidores da bolsa de valores. Empresas com alta alavancagem financeira sentem um impacto direto dos juros elevados em suas obrigações, o que pode deteriorar resultados e levar questionamentos sobre o valor das ações.
Parte da queda de 0,9% do Ibovespa no acumulado de março refletiu esse sentimento geral de aversão ao risco. No entanto, o analista ressalta que isso não significa que seja o momento de zerar posições em ações, mas sim de selecionar criteriosamente onde investir.
Estratégia de Investimento em Cenários Voláteis
Segundo Hungria, é mais preciso falar em manter uma carteira com papéis sólidos, que não dependam excessivamente de crédito e que não possuam alta alavancagem. Essa abordagem visa proteger o capital em meio à incerteza econômica.
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Destaque para um Setor Resiliente
Em uma participação no Empiricus PodCa$t, o analista recomendou uma ação que pode apresentar bom desempenho independentemente da trajetória da taxa de juros. Este papel demonstrou resiliência, mesmo após cair 5% em março, recuperando valor nas semanas seguintes.
A força desse setor reside no seu papel como um dos principais nomes do mercado em concessão de crédito. Isso o mantém bem posicionado mesmo em cenários de Selic em dois dígitos, pois o repasse de juros aos clientes se torna mais expressivo.
Análise de Valuation e Perspectivas Futuras
Hungria explicou que, apesar da queda recente na bolsa, o fundamento da tese de investimento não se deteriorou significativamente. A baixa foi atribuída à pressão vendedora observada em março.
O valuation atual da ação está em 2,5x seu valor patrimonial, um prêmio que, segundo o analista, é totalmente justificado pela rentabilidade superior e pela consistência na execução do negócio. Este papel foi escolhido para compor a carteira Empiricus Top Picks, juntamente com outros nove nomes promissores.
A seleção visa identificar ações que podem gerar caixa e performar bem mesmo em um cenário econômico desafiador, oferecendo um panorama de investimento robusto para o momento atual do mercado.
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Redação
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