WEG cai após ceticismo de analistas: o que esperar do 1T de 2026?

WEG cai após ceticismo de analistas! O que mudou no mercado? Saiba por que a XP Investimentos revisou o preço-alvo e o que esperar em 2026.

14/04/2026 12:56

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(Imagem de reprodução da internet).

Ações da WEG em Queda Após Revisão Cética de Analistas

As ações da WEG registraram queda na sessão desta terça-feira, dia 14. Esse movimento acompanha um tom mais cético do mercado em relação à fabricante de motores elétricos, que percebe o acúmulo de ventos contrários ao crescimento. Por volta das 12h30, os ativos recuaram 2,02%, sendo negociados a R$ 50,99.

Ceticismo do Mercado e Perspectivas de Curto Prazo

O recuo reflete a apreensão do mercado sobre a força do crescimento da companhia no curto prazo, especialmente diante de um cenário cambial que não é mais tão favorável. A XP Investimentos apontou que a “assimetria positiva” que motivou o otimismo anterior desapareceu.

Riscos Identificados pela Corretora

Segundo o relatório, após a recente valorização de 14% das ações em relação às mínimas, a corretora passou a enxergar riscos crescentes de queda. A XP considera que o preço atual está próximo do limite superior do que é considerado justo, sugerindo um preço-alvo que implica uma potencial desvalorização de cerca de 8%.

Projeções para o Primeiro Trimestre de 2026

Os analistas da XP projetam um primeiro trimestre de 2026 relativamente fraco para a WEG. A expectativa é que a receita líquida atinja cerca de R$ 9,7 bilhões, o que representa uma queda de 4% em comparação anual.

Impactos no Desempenho Financeiro

O desempenho deve ser afetado pela sazonalidade típica do início do ano, somado a uma base de comparação desafiadora no setor doméstico de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD). Apesar disso, a lucratividade deve se manter resiliente.

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O Ebitda ajustado deve alcançar uma margem de 22,0%, sustentado por um mix de produtos mais rentável e por iniciativas de preços que ajudam a compensar a volatilidade das tarifas externas. O lucro líquido projetado para o trimestre é de R$ 1,5 bilhão, indicando um recuo de 4% em relação ao ano anterior.

O Fator Cambial e Revisões de Cenário

Um dos principais pontos de atenção destacados pelos analistas é a valorização do Real frente ao dólar. Como a WEG é uma empresa estruturalmente exportadora com forte receita em moeda estrangeira, a queda na paridade cambial tende a impactar negativamente os resultados.

Ajustes nas Premissas de Mercado

A XP revisou sua premissa média de câmbio para o biênio 2026-2027, ajustando o intervalo de R$ 5,40-5,70 para R$ 5,20-5,35. Essa mudança resultou em um corte de 3% a 4% nas estimativas de lucro líquido para o período.

O crescimento da receita para 2026 foi revisado para patamares mais cautelosos, em torno de 5%, com uma aceleração esperada somente para o segundo semestre. Essa melhora está ligada às novas capacidades de Transmissão e Distribuição (T&D), especialmente na unidade de Betim, em Minas Gerais.

Conclusão: Valuation Elevado e Perspectivas Futuras

Mesmo com os desafios macroeconômicos, as ações da WEG acumularam alta de 8% no ano até o fechamento de segunda-feira, dia 13. Esse desempenho elevou os múltiplos de negociação, com o papel negociando um P/L entre 33 e 29 vezes para os próximos dois anos, um prêmio em relação aos pares globais.

A XP conclui que, apesar da execução consistente da WEG e da baixa volatilidade dos lucros, a combinação de um valuation elevado e incertezas tarifárias externas torna o perfil risco-retorno menos atraente. O retorno a um crescimento de dois dígitos, na faixa de 15% a 17%, só seria esperado para 2027-2028, impulsionado pela expansão das capacidades de T&D no Brasil e no exterior.

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